ACAUÃ

Acauã, acauã vive cantando 
Durante o tempo do verão 
No silêncio das tardes agoirando 
Chamando a seca pro sertão 
Chamando a seca pro sertão 
Acauã, 
Acauã, 
Seu canto é penoso e faz medo 
Te cala acauã, 
Que é pra chuva voltar cedo 
Que é pra chuva voltar cedo.
Toda noite no sertão 
Canta o joão corta-pau 
A coruja, mãe da lua 
A peitica e o bacurau. 
Na alegria do inverno 
Canta sapo, gia e rã 
Mas na tristeza da seca 
Só se ouve acauã
Só se ouve acauã.
Acauã, acauã... 

Acauã: Herpetotheres cachinnans.
Bacurau: refere-se a diversas espécies noturnas.
Coruja: indicada aqui de forma genérica, não se refere a nenhuma espécie em particular.
João-corta-pau: Antrostomus rufus.
Mãe-da-lua: Nyctibius griseus.
Peitica: Empidonomus varius.
 
Note que no final Luiz Gonzaga repete a palavra acauã imitando o canto da ave.